Wednesday, December 23, 2009

Morte

Escrevi isso depois de ler uma das propostas de redação do vestibular da UFSC desse ano. Não é exatamente o que a proposta pedia, mas foi o que me veio à mente ao ler. Por sinal, me deu um pouco de raiva até. Quando eu prestei vestibulares, nunca peguei nenhum tema para redação legal de se trabalhar, e foi sempre aquelas mesmas coisas monótonas e decoradas...
Enfim, que fique bem claro que é ficção. Nada do relatado me aconteceu, mas admito que tive alguns desses pensamentos quando tive que lidar com a perda de alguém querido pela primeira vez. Na verdade, a morte me intriga. Tenho medo da simples idéia de morrer algum dia desde que eu descobri o que era isso, aos sete anos de idade, e nem sei o porquê. Isso me deixa paranóica, às vezes. Até tenho a mania de achar que estou doente, ou que vai acontecer algo e eu vou morrer, e acabo entrando em pânico. Sim, eu sei que não é bom. Tenho tentado parar com isso e já faz algum tempo que não tenho pensado em besteiras... Mas a morte realmente me intriga e me deixa curiosa. Bom, chega de enrolações.

Às vezes, o destino prega peças. Eu, que nunca acreditei nesse tal “destino”, não consigo achar outra maneira para explicar o que aconteceu; sempre vivi minha rotina normal de uma adolescente de dezesseis anos sem pensar que, algum dia, algo poderia mudar isso. Acredito que pensar que as coisas sempre acontecem com os outros, mas nunca com nós mesmos faz parte da natureza humana e, por isso, estava completamente desprevenida.
Era um dia normal, até então. Já era quase uma da tarde quando voltei para casa, após mais uma manhã de aulas, e logo percebi que havia algo errado. O ambiente parecia silencioso demais.
Meu pai trabalhava o dia todo, enquanto minha mãe cuidava da casa. Sempre que eu chegava, ela me recebia para me perguntar como tinha sido minha manhã. Naquele dia, ninguém me recebeu. Andei lentamente pelos cômodos da casa, chamando pelo nome da minha mãe, mas foi em vão. Não ouvi resposta alguma. Quando cheguei ao quarto dos meus pais, finalmente descobri o que havia acontecido.
Minha mãe estava no chão, com um tiro na cabeça. Morta. Seu sangue estava espalhado por todo o quarto, e havia um bilhete sobre a cama. Ela tinha cometido suicídio.
Eu nunca imaginaria que aquilo pudesse acontecer. Ela sempre pareceu ser uma pessoa feliz e de bem com a vida, mas na verdade escondia sua solidão de nós porque não queria que nos preocupássemos. Em seu bilhete, disse que aos poucos começou a não conseguir mais ficar sozinha. Nossa casa, enorme e vazia, a sufocava lentamente até que, naquele dia, ela não conseguiu mais agüentar.
A velamos naquela noite, e o enterro foi na manhã seguinte. Meu pai se sentia culpado por não ter lhe dado atenção e não ter percebido o que estava acontecendo, mas o que ele sentia não chegava perto do arrependimento que tomava conta de mim. Eu estava em casa todas as tardes, e nunca disse nem ao menos um “oi” à minha mãe. Ia, voltava, ou simplesmente ficava no meu quarto, e assim vivia minha vida simples e despreocupada sem me dar conta de que há muito mais nesse mundo e na vida em si, além das minhas preocupações.
Observei lentamente enquanto todos foram embora, após o cortejo fúnebre. Eu não queria sair dali. Meu pai segurou minha mão e ficou ao meu lado, olhando para a lápide. Naquele momento, pela primeira vez, eu comecei a refletir sobre a morte.
Nunca tive experiência alguma com a morte antes, e aquela parecia uma realidade distante para mim. Mas não era. Pensar que aquele seria meu fim algum dia era assustador. Até aquele momento, parecia que viveríamos para sempre. O choque de realidade me fez acordar.
Talvez eu não termine como minha mãe, que escolheu morrer, mas eu vou morrer algum dia. Meu pai também, e todos à minha volta; essa é a única certeza que temos. Já nascemos marcados para morrer, de uma maneira ou de outra, e assim o mundo continua seu ciclo. Talvez eu deixe alguma marca importante ou talvez minha vida termine quase despercebida, e logo todos já terão esquecido que eu existi. É triste, mas é a verdade.
Por que vivemos, se sabemos que vamos morrer? Será que existe alguma razão para isso? Pessoas morrem todos os dias. Animais morrem, plantas morrem, acidentes acontecem. Enquanto isso, nós continuamos nossas vidas egoístas como se isso não fosse nada, até o dia em que perdemos alguém ou algo que amamos. Era assim que eu me sentia agora; egoísta, desolada, perdida. Tudo que pensei era apenas um reflexo do estado de choque em que eu estava. Foi então que cheguei à minha conclusão e, com um sorriso forçado, pedi a meu pai que fossemos para casa. Precisávamos nos unir, naquele momento.
Se eu vou morrer um dia, não quero que minha vida tenha sido em vão. Vou ser feliz, porque a verdade é que a vida é cheia de morte; mesmo que não em seu sentido literal e biológico. Fases vão e vêm, assim como nossos sentimentos, desejos, sonhos e até mesmo bens materiais. Tudo é passageiro, e tudo acaba um dia. Preciso aprender a aproveitar o momento e valorizar o que tenho, antes que vá embora.

E, antes que eu esqueça, feliz Natal para todos vocês. Não sou muito fã dessa data - acho realmente chato na verdade, e tenho meus motivos para isso - mas não é por isso que vou deixar de aproveitar uma desculpa para fazer festa com meus amigos e minha família.

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Posted by Megumi ~ @ Wednesday, December 23, 2009
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Friday, December 11, 2009

Todas aquelas baboseiras de fim de ano.

O tempo passa, as pessoas crescem, as coisas mudam; são fatos óbvios que não precisariam ser apontados, mas às vezes é difícil se conformar com isso. Não percebemos as mudanças até que já seja tarde demais, e é aí que a saudade toma conta.
Sentimos falta de boas fases que não voltarão mais, das pessoas a quem não demos atenção mas sempre estiveram à nossa volta, das coisas as quais não demos importância, e até mesmo das coisas que não gostávamos muito, mas agora fazem falta. Porém, quando são coisas próximas a nós que vão embora ou se afastam, é ainda pior e às vezes não há como evitar isso.
O importante é que as lembranças sempre ficarão, não importa o que aconteça ou que rumo decidimos seguir. A bagunça, a conversa, a diversão, os momentos sérios, as dificuldades.
Não importa o tempo e a distância, tudo isso sempre será importante para mim. Mesmo que não tenhamos mais tanto contato e que acabemos nos afastando, isso não mudará a amizade que existe e tudo que já passamos juntos.
Talvez seja essa época de fim de ano que me deixe sentimental assim. O que mais posso dizer? Esse foi o melhor ano da minha vida e, pela primeira vez em muito tempo, posso realmente dizer que estou feliz. Finalmente tenho coragem de ser quem sou e dizer o que penso. Não sou mais tão fechada para o mundo, e isso é um alívio. Viajei, fiz coisas que nunca fiz antes, aproveitei a vida como nunca. Não tenho orgulho de tudo que fiz, e até mesmo tenho alguns arrependimentos, mas quem nunca se arrependeu de algo? O que importa é que, mesmo com os erros, eu aprendi e cresci.
Gosto das coisas como elas são agora, e sei que logo essa fase vai acabar, então quero aproveitar ao máximo. Talvez eu devesse fazer alguns agradecimentos, mas não quero ser injusta. Provavelmente me esqueceria de algo graças à porcaria do meu déficit de atenção e, além disso, meus amigos sabem quem são e o quanto significam para mim. Mesmo as pessoas que conheci recentemente já são importantes. Chega a ser engraçado dizer isso, considerando que passei anos evitando contato social, mas é a verdade. Eu amo todos vocês, e sou grata por tê-los conhecido. É isso, melhor parar por aqui, está ficando sentimental demais para o meu gosto.

Desculpem-me pela ausência aqui e nos blogs que eu freqüento. Estou melhor agora, e estou de volta. Vou organizar isso aqui e visitar todos vocês no fim de semana.

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Posted by Megumi ~ @ Friday, December 11, 2009
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Saturday, November 14, 2009

Whatever

Acho que sou e nunca deixarei de ser uma grande tola, indo de uma ilusão para outra, com medo de encarar a realidade.
Eu nunca aprendo, e já desisti de abandonar meu mundo de ilusões, simplesmente porque sou incapaz disso.
Talvez eu tenha problemas. Ou talvez eu seja uma grande idiota.
E é isso aí.
Não há o que dizer.
Perdoem-me pela ausência.

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Posted by Megumi ~ @ Saturday, November 14, 2009
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Tuesday, October 27, 2009

Vazio

Queria entender por que ainda insisto em viver um mundo de ilusão. Pensei ter achado meucaminho, acreditava que estava tudo bem agora, mas por mais que eu tente me enganar chega um momento em que canso de toda essa farsa. Sou uma grande hipócrita, que diz preferir saber a verdade a se iludir com mentiras, mas sempre arruma um jeito de fugir da realidade.
Simplesmente não me reconheço mais. Fiz coisas que não devia, que nunca tinha feito antes, que nunca pensei que fosse querer fazer um dia. Pensei ter superado todas as decepções, porém o que sempre faço é fugir de tudo. Uma grande covarde é o que sou.
Não me orgulho de nada do que fiz de um certo tempo para cá, mas também não me arrependo. Às vezes me pego parando para pensar no que certas pessoas diriam se soubessem o que me tornei; na verdade, sei que reprovariam minhas atitudes, mas o que falariam para mim a respeito disso tudo?
Mas o pior é que, quando tentei voltar a ser eu mesma, me senti vazia. Sentia um grande desespero, como se alguma coisa estivesse me sufocando. Minha vida antiga não me completa mais, minha nova vida não pode continuar como está. É hora de encontrar um novo caminho, antes que esse vazio acabe me consumindo por completo.


Agradeço mesmo pelos comentários. Não tive tempo de responder a todos, mas estou lendo e estou bem feliz com o apoio de vocês. Também não tive tempo de organizar os seguidores, mas não esqueci que preciso fazer isso! D:

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Posted by Megumi ~ @ Tuesday, October 27, 2009
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Tuesday, October 20, 2009

Uma carta que não deveria ter sido escrita

Para alguém que não se lembra de mim,

Acho que já é hora de parar com essa minha mania de escrever cartas que não serão lidas por quem tenho em mente, mas não consigo evitar. Estou guardando esses pensamentos para mim mesma por tempo demais. Na verdade, foi essa mesma necessidade que tenho de desabafar meus sentimentos que começou tudo isso, e uma das poucas coisas de que me arrependo de ter feito é ter escrito aquela carta idiota. Se eu não tivesse lhe contado a verdade, não estaríamos assim agora. Apesar de tudo, sinto sua falta e sinto falta da sua amizade. Mas você também cometeu erros.
No fundo, acredito que você não via o que estava fazendo. A cada manhã que eu passava com você, meus problemas e minha dor pareciam cada vez mais distantes. Talvez seja minha própria culpa, por ver o que não existia na esperança de me reerguer, e sinto muito por isso. Apesar de tudo, acho que o conheço o suficiente para saber que você não me enganaria por maldade. Sua natureza é ingênua demais para isso.
Eu sabia disso o tempo todo e, mesmo assim, esperei demais de você. Acho que, na verdade, por mais que eu já tivesse sido iludida e magoada, ainda tinha esperanças. Inconscientemente, mas tinha. Também sabia o tempo todo que sua resposta seria negativa, e mesmo assim, tentei me segurar às minhas esperanças; felizmente, eu mudei muito desde a última vez que nos falamos. Você não acreditaria.
Queria que você soubesse que não guardo ressentimentos. Apenas não entendo algumas coisas, e já me conformei em saber que nunca as entenderei. Não tenho coragem de lhe dirigir a palavra novamente, e sei que você não virá me procurar. Ainda me sinto culpada, e sei que fui eu que causei essa situação, mas não há nada que eu possa fazer para reverter isso agora. Não posso mudar o passado e apagar meus atos estúpidos. Não sei como sua vida está hoje, mas espero que esteja feliz. Eu estou, e muito, por incrível que pareça. Não deixarei de aproveitar a ótima fase que estou vivendo por causa de arrependimentos. É uma pena que não tenho coragem de lhe dizer essas coisas, pois sei que você é uma boa pessoa. Talvez, algum dia, você encontre esse texto por acaso, espalhado por aí, e nem ao menos saiba que é para você que escrevo. Ou até mesmo saiba. Não sei qual seria minha reação se isso acontecesse, mas vou correr o risco.

De alguém que sente sua falta,

N.K.

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Posted by Megumi ~ @ Tuesday, October 20, 2009
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Tuesday, October 13, 2009

Dane-se Murphy e sua lei estúpida.

Sim, estou viva. Sobrevivi a uma semana sem internet e fiz a viagem mais louca da minha vida; tenho certeza que alguns considerariam suicídio e idiotice. Não ligo. O que seria a vida sem um pouco de aventura? Por sinal, meu bloqueio passou, depois que caí no meio do ônibus da UFSC lotado. As melhores idéias surgem das maneiras mais estranhas. Resta saber se conseguirei concluir meu conto até o final das inscrições.



Oktoberfest 2009. A idéia era participar da festa no sábado e no domingo, mas a bilheteria fechou na nossa cara no sábado. O Centro de Blumenau simplesmente morre depois da meia-noite. Demos voltas enormes, entramos na rua errada e andamos uma quadra a mais, depois nos ferramos porque, para os catarinenses, tudo fica "ali". Logo percebemos que o "ali" nem sempre é tão "ali" assim.
O azar logo voltou no domingo, mas no final tudo deu certo. Afinal, ser expulso da Oktoberfest por estar bêbado não é para qualquer um. Não costumo beber desse jeito e também não costumo fazer tantas loucuras. Mas não me arrependo de nada, e adorei ter a chance de aproveitar esses dois dias com dois grandes amigos que não sei quando poderei encontrar novamente. Aproveitem o momento, porque eu não falo carinhosamente assim com frequencia.
Bom, é isso. Na verdade, eu poderia contar tudo em detalhes, mas estou morta e ainda tem muita coisa para arrumar por aqui. Perdoem-me pela ausência, espero que não se repita. Mas posso garantir que esses últimos dias serão lembrados para sempre, e eu aproveitei tudo que pude. E agora, de volta à rotina, porque nem mesmo a Lei de Murphy pode me segurar!

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Posted by Megumi ~ @ Tuesday, October 13, 2009
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Sunday, October 4, 2009

Blah...

Não consigo pensar em nada e não consigo escrever nada que preste. Esse bloqueio tá me irritando, porque QUERO escrever e simplesmente não sai. x_x
Por sinal, tirei os seguidores porque estava bagunçado e ver ali daquele jeito me incomodava. Vou arrumar tudo o mais rápido possível para linká-los novamente, mas ainda sou meio leiga em html, então por favor não me odeiem ._. /emo

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Posted by Megumi ~ @ Sunday, October 04, 2009
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Saturday, September 26, 2009

Doce Veneno

Não há um dia que se passe sem que eu sonhe com teus olhos
Não há nada que eu deseje mais do que poder tocá-lo
E não há nada que eu possa fazer quanto a isso

O mistério das paixões platônicas me envolve, e me consome aos poucos
Tua sombra me faz afundar cada vez mais nessa escuridão sem fim
Por que isso é tão doloroso para mim?

O amor devia nos fazer bem
A paixão devia nos permitir sonhar alto
Mas a tua simples lembrança corta meu coração como dezenas de facas
Essa dor se espalha rapidamente por todo meu ser e me mata por dentro...

Como um doce veneno
És meu veneno, e meu vício
Um vício que eu sei que preciso deixar, mas sou fraca demais para conseguir

Cheguei até aqui graças a essa ilusão
E ainda me sinto insegura demais para continuar o caminho sozinha
Levei esse meu pequeno segredo longe demais
E tu nunca poderás deixar de ser meu segredo

Meu pequeno segredo
Minha doce ilusão
Minha grande paixão

Pensar em esquecê-lo é tortura para mim
E dói mais que saber que tu nunca estiveste ao meu lado
Mas, para mim, sempre estiveste e sempre estará
E sempre serás meu mundo

Para sempre
Realmente para sempre, porque tu apenas existes em mim
Em mim, em meus desejos loucos de ouvir tua voz e sentir teu toque
E na minha vontade de ser tua, e apenas tua

Feche os olhos e venha comigo
Vamos para meu mundo dos sonhos, onde tudo é possível
Onde meus sonhos mais bizarros podem se tornar verdade
Só então poderei olhar nos teus olhos e te dizer tudo o que me sufoca

E então, meu amor, finalmente poderei tê-lo comigo
E finalmente poderemos estar juntos
Juntos e felizes
Felizes para sempre

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Posted by Megumi ~ @ Saturday, September 26, 2009
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Tuesday, September 22, 2009

O sentido da vida

Não sei por que as pessoas procuram tanto uma explicação para a existência da vida em suas diversas formas. Já ouvi diversas teorias sobre todos os tipos de crenças e estudos, e cheguei à conclusão de que sinceramente não me importa. Não sei se fomos criados por uma força superior, se evoluímos, ou se estamos aqui para cumprir uma “missão”, e não me faz diferença alguma; só quero aproveitar a vida que tenho e ser feliz.
O irônico é que, mesmo não me importando com a razão da nossa existência, viver uma vida sem um sentido, uma razão, um sonho ou uma simples vontade a realizar é vazio e triste. Eu já vivi assim. Ver tudo em que sempre acreditei desmoronar diante dos meus olhos não foi fácil, e cheguei a pensar que nunca teria a força necessária para me reerguer porque não conseguia mais ver motivos para ir em frente; mas encontrei essa “força” nas pessoas que estivera e estão ao meu lado, e agora tenho novos sonhos. Cheguei ao ponto de achar que não teria coragem de sonhar de novo graças ao medo de perder tudo, mas consegui superar isso sem nem mesmo perceber. Não sei se conseguirei fazer tudo que quero, mas não vou deixar de tentar.
O que estou tentando falar com tudo isso, é que às vezes perdemos tempo nos preocupando com detalhes superficiais e não vemos o que está na nossa frente. Só “acordei” para isso agora, e não ter dado atenção à minha própria vida é uma das poucas coisas de que realmente me arrependo. Nada dura para sempre, e fiquei completamente perdida quando a vida real me mostrou isso; e foi assim que aprendi a aproveitar todos os momentos.
Não me importa se estou aqui por mero acaso, ou se tenho uma “missão”; não sei se a vida tem algum propósito, ou apenas surgiu; não quero saber se todo meu destino já está traçado, porque não acredito nisso; apenas sei que estou aqui, e isso basta. A vida é única e curta demais para perder mais tempo do que já perdi.
É inevitável ter remorsos, mas é com os erros que mais aprendemos. É graças a esse aprendizado que nos tornamos fortes, e posso dizer que foi graças à experiência que tive quando estava para baixo que hoje estou feliz. Não sei quanto tempo essa fase tão boa vai durar, e por isso não deixarei de aproveitar o que tenho agora nem por um segundo.

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Posted by Megumi ~ @ Tuesday, September 22, 2009
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Monday, September 14, 2009

Uma carta que não deve ser lida

Para aquele que ainda invade meus sonhos,


Não sei por que ainda insisto em escrever algo para uma pessoa que nunca lerá minhas palavras. Essa não é a primeira carta que dedico a você, provavelmente não será a última, e no fundo sei que é melhor que nunca sejam lidas. Colocar estas palavras no “papel” foi o jeito que encontrei de aliviar a dor que você me fez sentir e esquecer as promessas que você quebrou. Até hoje não consigo entender como alguém pode mudar tanto em tão pouco tempo, e deixar de ser a pessoa mais doce que conheci para se tornar um grande canalha.

Talvez você não tenha mudado tanto. Na verdade, sempre percebi como você era covarde, às vezes, mas minha ingenuidade me fazia acreditar que comigo seria diferente. E, sinceramente, eu rio ao me lembrar de quanto fui tola e cega. Acho que esse foi o meu mal. Não percebi que vivíamos uma utopia, e foi realmente difícil ver a verdade quando o sonho acabou. Não o culpo por ter medo da realidade, e sim pela maneira covarde que você agiu.

Mas, acho que usar qualquer desculpa e não ir direto ao assunto é mais fácil, não é? Nunca ouvi a verdade vinda de você e tive que descobrir tudo por mim mesma. Vi meus planos serem destruídos e suas promessas serem quebradas tão de repente, que não sei como consegui arrumar forças para me reerguer. Eu não menti quando disse que nunca o esqueceria, e isso não significa que continuarei apaixonada por você pelo resto da minha vida. A paixão se tornou raiva e as lembranças felizes se tornaram melancólicas e dolorosas. Talvez meu problema esteja em guardar rancor demais, mas não quero mudar isso. Tive que superar várias desilusões para aprender como as coisas realmente são, e você fez parte desse aprendizado.

Às vezes tenho curiosidade de saber como você está agora, depois desse tempo, mas sei que não me faria bem algum. Apenas tenho certeza que não é mais nem ao menos uma sombra da pessoa amável que conheci, e sinto muita pena de ti por isso. Ter pena de alguém é um dos piores sentimentos que existem, na minha opinião, mas não consigo evitar. Lembro de como me fez feliz com falsas esperanças e de como me derrubou, e então me pergunto se ainda pensa em mim ou fala de mim. Sei que é infantil o suficiente para revelar meus segredos e nossas intimidades, e achar graça disso; e isso só me faz sentir mais pena ainda.

Por mais que tudo isso ainda volte à minha cabeça às vezes, sei que estou melhor agora que você está fora da minha vida. Mentiria se falasse que não sinto falta de nada, mas você não é mais o homem que conheci e amei, que tinha caráter e não era covarde ou infantil. Não quero contato algum com essa pessoa desprezível que você se tornou, mas queria entender o motivo dessa mudança tão drástica. Às vezes me sinto um pouco culpada. Sei que não havia nada que eu pudesse fazer para mudar a realidade, mas queria ter percebido o que estava acontecendo com você. Por que nunca me disse nada? Eu faria de tudo para te ajudar e juntos poderíamos evitar isso. Talvez o final fosse o mesmo, mas você ainda seria aquele que conheci, que foi meu melhor amigo e que amei como homem.

Quando começo a pensar em tudo isso, vejo que também devia lhe agradecer. Experimentei tantas coisas novas e desconhecidas para mim em uma tentativa desesperada de me distrair da dor mesmo que apenas por alguns minutos, que acabei começando a ver a vida de outro jeito e, aos poucos, aprendi a aproveitar o máximo possível mesmo nos pequenos momentos mais simples. Tornei-me uma pessoa melhor e mais feliz graças à magoa. Irônico, não? A vida é irônica, às vezes.

Ainda há muita coisa que eu gostaria de te dizer, e talvez eu diga um dia, quando tiver a certeza de que ter algum tipo de contato com você não me fará mais mal nenhum. Por enquanto, apenas lhe dirijo estas palavras que não serão lidas para tentar tirar esse peso do meu coração. Sei que meu amor foi verdadeiro e minha consciência está completamente limpa, mas até hoje me pergunto se fui tão importante para você quanto você foi para mim. Quero que saiba que, apesar de tudo, ainda terei um imenso carinho por você, caso algum dia perceba o quanto mudou para pior e volte a ser aquele que conheci e amei. A confiança nunca mais seria a mesma, mas ainda há um espaço vazio no lugar que meu melhor amigo deixou quando decidiu fugir da realidade.


De alguém que realmente te amou e te odiou,


N.K.

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Posted by Megumi ~ @ Monday, September 14, 2009
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Name: Megumi ~
Location: Florianópolis, Santa Catarina, Brazil

Ainda acho que ninguém sabe realmente o que falar sobre si mesmo. Já pensei e repensei várias vezes, e ainda não sei o que escrever aqui. Sei que sou um pouco diferente do que consideramos 'pessoas normais', mas, nunca quis ser igual à multidão. Criei este blog porque queria ter algum lugar em que possa expor meus pensamentos e passar o tempo, já que amo ler e escrever. Seja bem-vindo!



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